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Agrupamento de Escolas José Relvas celebra Dia Mundial dos Direitos Humanos com exposição aberta à comunidade

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O Agrupamento de Escolas José Relvas está a assinalar o Dia Mundial dos Direitos Humanos com uma iniciativa integrada no projeto Erasmus+ “Promovendo a cidadania através de participação ativa” dos alunos na vida da escola, que envolve toda a comunidade educativa, do pré-escolar ao 12.º ano. A coordenadora do projeto, Isabel Costa, sublinha que o objetivo passa por “pôr toda a gente a pensar porque é que os direitos humanos são importantes, no mundo em que vivemos”.​

No âmbito deste trabalho, todas as turmas, desde o pré-escolar ao ensino secundário, foram desafiadas a elaborar uma cartolina sobre os direitos humanos, à qual se juntaram cartazes feitos pela associação de pais, associação de estudantes e funcionários não docentes.​

Paralelamente, foi pedido a cada aluno que escolhesse uma palavra associada aos direitos humanos, que acabou por dar origem a painéis com post-its que revelam a forma como crianças e jovens, de diferentes idades, veem temas como liberdade, respeito, justiça ou igualdade. “É importante tentar perceber como é que os alunos veem isto tudo, desde os pequeninos até aos mais crescidos”, nota a docente.​

Da auscultação feita aos 46 alunos que integram a equipa Erasmus, nasceu a ideia de uma caminhada pelos direitos humanos, que acabou por ser a proposta mais votada entre todas as sugestões apresentadas, incluindo a da própria coordenadora, que conta ainda não ter recebido qualquer voto, o que a deixa com orgulho pela autonomia demonstrada pelo grupo de alunos inserido no projeto.

Contudo, as condições meteorológicas levaram ao adiamento da caminhada, transformando-se apenas na exposição que vai estar patente no Mercado Municipal de Alpiarça, onde a comunidade alpiarcense poderá apreciar os trabalhos realizados no âmbito da iniciativa.

A coordenadora frisa que o projeto procura ir além da dimensão académica, reforçando a educação para os valores e para a participação cívica. “A escola não deve ser só a formação académica, o português, a matemática, as ciências, mas também a parte da formação social”, afirma, lembrando que o perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória inclui um conjunto de atitudes e valores que a escola tem de trabalhar.​

Sem impor ideologias, a equipa procura que os jovens pensem de forma crítica sobre os direitos humanos e sobre o seu papel na sociedade. “Nós não estamos aqui a seguir esta ou aquela ideologia, não estamos a seguir política. O que queremos é que eles percebam que pensar sobre direitos humanos e sobre a vossa participação ativa na vida é muito importante”, salienta Isabel Costa, apontando ainda a importância de mostrar aos alunos que “a vossa opinião é importante, por isso digam-na”.​

O projeto Erasmus+ envolve ainda escolas da Bulgária, França e Espanha, permitindo comparar realidades e respostas comuns a desafios como a indisciplina e a aparente insensibilidade dos alunos a certos temas. “O que quisemos com este projeto foi que sejam eles a dizer o que pensam e que vejam também como é que noutros países fazem para que os alunos sejam mais ativos”, explica a professora.​

Para Isabel Costa, a chave passa por dar protagonismo aos estudantes, em vez de atividades impostas de cima para baixo. “Se não forem eles a fazer, se formos nós a impormos ‘faz esta atividade’, eles não aderem, ou então fazem-no por obrigação porque têm de ter uma boa nota”, afirma, sublinhando que estas ações pretendem mostrar que as consequências dos atos também podem ser positivas, quando se faz “algo pelo bem dos outros sem esperar algo em troca”.

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