Durante a intervenção do público no Encontro de Agricultores da Lezíria do Tejo, a decorrer no Auditório da Casa Museu José Relvas, em Alpiarça, os agricultores manifestaram a sua preocupação relativa aos apoios lançados pelo Estado para fazer face aos prejuízos causados pelas tempestades e cheias que assolaram o território português durante o mês de fevereiro.
António Coelho, representante da Quinta da Atela, em Alpiarça, manifestou a preocupação com os apoios em forma de linhas de crédito, que na sua opinião vai apenas fazer com que os agricultores se endividem perante os bancos.
Em declarações ao NS, o vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Gonçalo Andrade, referiu que é preciso que haja apoios a fundo perdido para fazer face aos prejuízos causados pelas intempéries para além das linhas de crédito. O vice da CAP atribui uma importância no imediato a estas linhas de crédito para apoio à tesouraria, mas admite que não se pode ficar por aí. Gonçalo Andrade admite que terá que haver tetos para os apoios estabelecendo percentagens no apoio aos prejuízos apresentados, mas que será uma medida necessária para que os agricultores mantenham a sua atividade sem aumentar o endividamento.
Também a presidente da Câmara de Alpiarça aponta para esta necessidade referindo que os agricultores “não podem estar a fazer empréstimos para pagar empréstimos” numa situação que se torna uma bola de neve e que pode pôr em causa a situação económica do setor agrícola na região.




