Agricultores da Lezíria do Tejo pedem planeamento e resposta urgente do governo

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A presidente da Câmara de Alpiarça, Sónia Sanfona, destacou ao NS que o Encontro de Agricultores da Lezíria do Tejo, realizado este sábado, dia 7 de março, no auditório da Casa Museu José Relvas, em Alpiarça, permitiu fazer um diagnóstico da situação dos agricultores da região, afetados pela recente calamidade climática.

“Valeu a pena termos-nos encontrado aqui”, afirmou Sónia Sanfona, sublinhando que o encontro serviu os seus objetivos: perceber as dificuldades de cada agricultor e identificar interlocutores dispostos a avançar com propostas e soluções “não só no curto prazo, mas também no médio e longo prazo”. Para a autarca, a prioridade passa pela capacidade de planeamento antecipado: “É necessário concentrarmo-nos sobre os problemas em épocas em que não estamos em stress, para termos a resiliência e a capacidade de reagir sem este nível de prejuízos.”

Sónia Sanfona não poupou reparos à ausência do Ministério da Agricultura no encontro. A autarca revelou que o evento foi planeado desde o início com a presença do ministro em vista, tendo sido feitos contactos nesse sentido, mas que nem o titular da pasta nem o Secretário de Estado João Moura marcaram presença. “Este encontro seria seguramente mais produtivo se tivéssemos tido o senhor ministro ou alguém do Ministério da Agricultura aqui connosco”, afirmou.

A presidente recordou ainda que o ministro esteve na Lezíria do Tejo de passagem, acompanhado pelo comissário europeu, sem se reunir com os presidentes de câmara da região. “Teria sido fundamental nessa altura que tivesse ouvido, pelo menos, os presidentes de câmara”, lamentou, acrescentando que “perdemos todos quando falta essa proximidade. Perde o setor, perde o governo, perde a comunidade.”

Questionada sobre o apoio governamental aos agricultores afetados, Sónia Sanfona foi direta: a resposta do executivo é “pouco estruturada, muito insuficiente e sobretudo muito demorada”, o que representa “um problema imediato para os agricultores”. A autarca apelou a uma relação de parceria com o governo central, salientando que a agricultura é “uma atividade fundamental e estratégica, não só para a região, mas para o país”. “Quando não há produção, não há alimentos ou os poucos que há custam muito caro”, concluiu, deixando um alerta sobre o impacto das dificuldades do setor no custo de vida das famílias.

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