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Agricultores da Lezíria do Tejo enfrentam quebra na batata mas apontam boas perspetivas em vinha e tomate

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Os campos da Lezíria do Tejo viveram em agosto um cenário agrícola marcado por contrastes. De acordo com o relatório mensal da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), algumas culturas registaram quebras significativas, enquanto outras apresentam boas perspetivas de qualidade e produtividade.

Na batata de regadio, sobretudo destinada ao consumo, as colheitas ficaram marcadas por resultados aquém do esperado. “Prevê-se uma produtividade mais baixa comparativamente ao ano anterior e uma qualidade média a fraca, devido aos calibres menores e aos problemas de sarna”, indica o documento.

Já no setor das vinhas, o cenário é distinto. Todas as castas encontravam-se em plena maturação, com a vindima das brancas a iniciar-se logo nos primeiros dias de agosto e a das tintas prevista para setembro. “No final do mês estimava-se uma produtividade inferior comparativamente ao ano anterior, esperando-se uma colheita com uva de boa qualidade”, pode ler-se no relatório.

O tomate para indústria foi outro dos destaques positivos. A campanha arrancou cedo e ganhou ritmo ao longo do mês, sem constrangimentos de escoamento. “Apesar dos receios iniciais relativamente à sobreposição nas entregas, devido ao apertado calendário das plantações, a campanha tem decorrido sem dificuldades”, sublinha o documento, acrescentando que a qualidade dos frutos é considerada boa.

O milho, por sua vez, apresenta perspetivas menos animadoras. As temperaturas elevadas aceleraram o ciclo das plantas, que já se encontravam em fases avançadas de enchimento e maturação do grão. “Mantém-se a previsão de uma produtividade ligeiramente inferior a um ano normal, mas semelhante ao ano precedente”, refere a CCDRLVT.

Nos pomares, os sinais também são mistos. Os nogueirais mostravam bom estado vegetativo, com frutos a finalizar o enchimento e a iniciar a maturação. A colheita deverá começar em outubro, mas ainda sem estimativas concretas de produção. Já os laranjais revelaram algum amarelecimento das árvores em solos arenosos devido ao stress hídrico. Embora ainda seja cedo para projeções, prevê-se uma quebra face ao ano anterior.

Também na amêndoa, cuja colheita já começou em algumas variedades, foram detetados problemas no enchimento e na germinação do miolo, o que poderá afetar a produção.

No balanço, a CCDRLVT sublinha que “a diversidade de impactos climáticos e fitossanitários evidencia a vulnerabilidade das culturas, mas também a resiliência dos agricultores da região, que continuam a garantir produtos de qualidade apesar das adversidades”.

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