A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ainda não deu uma resposta concreta ao município de Alpiarça sobre a degradação dos diques do rio Tejo, estruturas fundamentais para proteger os campos agrícolas da margem norte do Tejo das cheias provocadas pela variação de caudal do rio. O alerta foi deixado pela presidente da Câmara, Sónia Sanfona, à margem do Encontro de Agricultores da Lezíria do Tejo, realizado este sábado, dia 7 de março, no auditório da Casa Museu José Relvas, em Alpiarça.
Segundo Sónia Sanfona referiu durante uma das intervenções na iniciativa, o município tem reportado os danos e solicitado, ao longo de vários anos, uma intervenção por parte da autoridade que é responsável pela intervenção neste tipo de estruturas.
“Não temos efetivamente uma resposta da APA”, afirmou a autarca ao NS, sublinhando que o município já reclamou formalmente junto da entidade aquilo que considera ser uma obrigação da APA: a manutenção e reparação dos diques nos locais onde se encontram degradados e destruídos.
Sónia Sanfona garantiu que Alpiarça não ficará de fora de eventuais programas de intervenção que venham a ser lançados. “Se forem lançados avisos, como já foram em tempos, em que há uma comparticipação do município, nós não ficaremos de fora”, assegurou, reforçando que o município tem manifestado “a importância estratégica da manutenção dos diques para o funcionamento das culturas agrícolas do lado norte do Tejo.”
A autarca deixou, no entanto, um retrato frustrante do estado das negociações com a APA: “O que temos da APA, até este momento, não é uma resposta. É: recebemos as vossas reclamações, recebemos a vossa intenção, teremos que falar sobre isso — mas até agora não temos nada.”
A degradação dos diques foi um dos temas debatidos no encontro, que reuniu agricultores de toda a Lezíria do Tejo para fazer um balanço dos prejuízos causados pela recente calamidade climática e identificar soluções para o futuro do setor agrícola na região.



