A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (ERTAR), considera que a escolha do Campo de Tiro, na freguesia de Samora Correia, anunciada esta terça-feira, pelo Primeiro-ministro Luís Montenegro, é a “esperada”, sobretudo face aos dados da Comissão Técnica Independente, e que as duas regiões turísticas é uma “excelente notícia”.
Ao NS, José Manuel Santos, Presidente da ERTAR, salienta que “Vendas Novas e Santarém seriam outras localizações que não nos desagradariam, mas Samora Correia é central quando olhamos para toda a nossa área turística promocional”.
O facto do Primeiro-ministro ter anunciado também o aumento da capacidade do atual Aeroporto da Portela, é para a ERTAR “igualmente uma excelente notícia”, pois “o país tem perdido nos últimos anos milhões de passageiros.”
José Santos diz ainda acreditar que “esta decisão vai acelerar muitas intenções de investimento na zona sul da Lezíria do Tejo e induzir outras”, constituindo-se por isso como uma clara oportunidade, sobretudo para o concelho de Benavente poder captar novos investimentos no setor turístico.
O encerramento do Aeroporto da Portela, que José Santos classifica como “histórico”, fará com que “a zona do aeroporto e a envolvente tornar-se-ão áreas motrizes de desenvolvimento”, pelo que este considera que poderá vir a ser necessário”um estudo sobre o impacte e redefinição da base económica da região e do concelho”.
#Podemos dar como certo o crescimento da oferta e o aumento dos fluxos turísticos, mas é importante prever a que ritmo e com que intensidade”, salienta o responsável.
Para o Turismo do Ribatejo e do Alentejo o facto do Aeroporto Luís de Camões vir a ser construído em terrenos na margem esquerda do rio Tejo é um fator de destaque, uma vez que “a concentração de serviços ligados ao turismo – alojamento, agências de viagens, rent-a-car – vai acontecer”, “mas também de parques temáticos, restaurantes.”
José Santos antevê que “muitos investidores sairão de Lisboa, ou pelo menos, diversificarão a sua carteira de projetos pelos concelhos abrangidos mais expostos à localização do novo aeroporto”, pelo que considera que a localização do novo equipamento aeroportuário ”seja boa para a coesão territorial e social.”
“O próprio marketing e a promoção da região, do Alentejo, e do Ribatejo, ou aqui, pelo menos de uma parte, terão novos desafios pela frente, visto que o aeroporto passa para a margem sul”, destaca.
Questionado se os dez anos anunciados pelo Governo para a construção do Aeroporto Luís de Camões seriam suficientes para a região e o concelho de Benavente se prepararem em termos de infraestruturas, José Santos diz acreditar que sim, “mas não podem haver distrações.”
A chegada de um equipamento desta envergadura ao concelho de Benavente “vai exigir uma total adaptação de planos e programas de desenvolvimento à nova realidade”, pelo que José Santos considera que “estado, municípios e privados terão de alinhar estratégias.”
“A pressão sobre o ordenamento do território vai aumentar”, pelo que “o Estado terá de estar à altura deste desafio”, conclui o responsável, que salienta que “o turismo da zona sairá reforçado”





