Os presidentes das câmaras municipais da área de influência do Hospital de Vila Franca de Xira e da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal foram recebidos, esta quinta-feira, 6 de agosto, pelo coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde, Adalberto Campos Fernandes.
Durante o encontro, realizado no Palácio da Cidadela, em Cascais, os autarcas apresentaram as razões da contestação ao encerramento das urgências obstétricas dos hospitais de Vila Franca de Xira e do Barreiro.
Adalberto Campos Fernandes ouviu as preocupações manifestadas pelos representantes dos municípios, que abrangem uma população estimada em cerca de 1,3 milhões de pessoas, tendo registado “a importância da reabertura dos serviços de urgência tão breve quanto possível”.
O antigo ministro da Saúde mostrou ainda disponibilidade para assumir o papel de “embaixador de boa vontade” junto do Governo e das entidades do setor da saúde, no âmbito da discussão sobre o futuro das duas urgências obstétricas.
Durante a reunião, Adalberto Campos Fernandes defendeu também a criação de comissões de acompanhamento destinadas a avaliar o impacto do encerramento dos dois serviços e o funcionamento das respetivas urgências regionais.
A proposta acompanha uma reivindicação já apresentada pelos autarcas durante as reuniões realizadas com os grupos parlamentares na Assembleia da República.
Os representantes dos municípios voltaram igualmente a exigir acesso ao estudo que, segundo o Governo, terá fundamentado a decisão de encerramento tomada pela ministra da Saúde.
Os autarcas afirmam desconhecer o conteúdo desse documento e insistem que os fundamentos da decisão devem ser tornados públicos, tendo em conta o impacto da reorganização dos serviços no acompanhamento de grávidas e crianças.
Na reunião participaram representantes dos municípios de Alcochete, Alenquer, Almada, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal e Vila Franca de Xira.
Os autarcas defendem a reabertura das urgências obstétricas de Vila Franca de Xira e do Barreiro, considerando que esta é necessária para garantir o acesso das populações a cuidados de saúde materna e infantil em condições de proximidade e segurança.




